A nova vacina contra o HIV foi criada usando inteligência artificial

Normalmente pensamos em aprendizagem de máquina somente no contexto da robótica, onde um grande conjunto de dados é alimentado em um algoritmo a fim de treina-lo para uma determinada tarefa como navegação ou reconhecimento de escrita. Acontece que você também pode treinar um vírus terrível para que ele entre em um estado de dormência sem fim.

É exatamente isso que o Immunity Project vem fazendo há alguns anos. Eles acreditam que encontraram um vacina para o HIV totalmente viável e estão tentando levantar cerca de US$25 milhões para começar os testes em humanos.
A vacina hackeia o vírus do HIV, forçando-o a evoluir para uma forma dormente que não ataca seu portador humano. Apesar de parecer simples, foram aplicadas uma grande quantidade de conhecimentos e procedimentos na pesquisa, além do desenvolvimento de novas tecnologias para chegar até aqui.

Na semana passada, durante uma entrevista, o Dr. Reid Rubsamen disse que os procedimentos tiveram início através do recolhimento de amostras de sangue de uma ampla gama de “controladores”, que são pessoas que carregam o vírus HIV e de alguma forma conseguem suprimir sua evolução para a AIDS. Essas pessoas estavam em um banco de dados contendo informações de controladores disponíveis, adquiridos pelo Dr. Bruce D. Walker.
Esses dados passaram por um processo de transformação, para que ficassem utilizáveis e o conjunto de dados resultantes foi tão grande que eles tiveram que utilizar uma abordagem bem conhecida, o filtro anti-spam. Esse processo complexo conseguiu filtrar as informações importantes de toda aquela massa de dados.

Depois disso os dados foram alimentados em um algoritmo que comparava os genótipos do controlador com os genótipos do epítopo – uma cadeia curta de proteínas – do vírus que eles carregavam. Depois do grande trabalho feito pelos computadores, a massa de dados resultou em 6 epítopos que continham a mutação dormente desejada. A vacina resultante é um coquetel desses epítopos.

Para que a vacina alcance as partes do mundo onde realmente é necessária ela não deve necessitar de refrigeração e nem habilidades especiais para ser administrada.
A produção da vacina utiliza métodos existentes para sintetizar os peptídeos de aminoácidos na forma dos epítopos, já a embalagem é um conceito novo desenvolvido pela empresa do Dr. Rubsamen, Flow Pharma, que utiliza micro esferas para encapsular a vacina fazendo com que ela possa ser armazenada como qualquer outro medicamento e ministrada por meio de um spray nasal.

Se a vacina, que será produzida sem fins lucrativos, passar nos testes clínicos ela será distribuída para as massas por volta de 2017.

Os US$25 milhões que a empresa precisa para começar com os primeiros testes parece ser uma quantia muito difícil de se arrumar, mas pense na recompensa para os pacientes e suas famílias.
Se você quiser ajudar, pode doar diretamente para a empresa ou comprar um cartão de natal digital através do site Gyft, que está doando 100% dos lucros deste mês para a empresa.

Machine Learning Used To Create an HIV Vaccine via [Hack a Day]

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